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Tontura, vertigem ou desequilíbrio: entenda as diferenças

 Descubra a diferença entre tontura, vertigem e desequilíbrio, sintomas comuns que nem sempre significam “labirintite”.



Tontura, vertigem e desequilíbrio: não são a mesma coisa

A queixa mais comum no consultório é a labirintite, mas isso não significa a mesma coisa para cada paciente. Muitas pessoas chegam dizendo que estão com “labirintite” pois sentem tontura ou porque falou que isso é a tal da “labirintite”. Porém, tontura é um sintoma, não um diagnóstico. E dentro dela, existem diferentes percepções que precisam ser diferenciadas para chegar em um diagnóstico e para ter um tratamento eficaz.

Os três termos mais comuns são tontura, vertigem e desequilíbrio. Vamos entender cada um deles.


O que é tontura?

A tontura é um termo usado para descrever a sensação de estabilidade corporal prejudicada sem a sensação de movimento (da pessoa ou do ambiente). Ela pode ser:

  • Espontânea 

  • Desencadeada por movimentação da cabeça, posições específicas, padrões visuais complexos, entre outros. 

Muitas pessoas chamam de tontura qualquer sensação de mal-estar e isso pode levar a diagnósticos errados. Por ser uma percepção muito subjetiva, a avaliação médica é essencial para identificar sua causa. 


O que é vertigem?


A vertigem é um tipo específico de tontura caracterizada pela sensação de que tudo ao redor está se movendo ou girando ou a sensação de estar em movimento, mesmo parado. É comum o paciente relatar que “o quarto gira” ou que sente o corpo rodar mesmo estando parado.

A vertigem costuma estar associada a problemas no labirinto (no ouvido interno, responsável pelo equilíbrio), mas também pode ter causas neurológicas. Muitas vezes vem acompanhada de náusea, vômito, suor frio e ansiedade.


O que é desequilíbrio?


O desequilíbrio está mais relacionado à dificuldade em manter a postura e a firmeza ao andar. É a sensação de estar instável sentado, em pé ou caminhando, sem uma preferência direcional específica. O paciente pode:

  • sentir que vai cair para algum dos lados;

  • apresentar andar cambaleante;

  • ter maior risco de quedas, especialmente em ambientes escuros ou irregulares.

Esse sintoma é bastante comum em idosos, pois pode se associar a alterações visuais, musculares e até efeitos de medicamentos. Pode ser ocasionado por doenças em outros locais do organismo além do labirinto.


Por que é importante diferenciar?


Saber se o paciente apresenta tontura, vertigem ou desequilíbrio ajuda o otoneurologista a direcionar a investigação. Cada sintoma pode estar relacionado a causas diferentes, como:

  • distúrbios do ouvido interno;

  • alterações neurológicas;

  • problemas cardiovasculares;

  • efeitos colaterais de medicamentos;

  • desequilíbrios metabólicos.

Portanto, usar o termo correto já facilita muito a comunicação na consulta e evita diagnósticos equivocados.


Conclusão


Tontura, vertigem e desequilíbrio são sintomas diferentes, embora muitas vezes confundidos. Identificar com clareza o que você sente é o primeiro passo para que o médico encontre a causa real do problema.


👉 Se você apresenta algum desses sintomas, agende uma avaliação otoneurológica. Um diagnóstico correto faz toda a diferença no tratamento e na sua qualidade de vida.


 
 
 

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